Faz Sentido: Mulheres, relacionamentos e o amor próprio. Qual é o limite?

Eduarda Paz

Faz Sentido: Mulheres, relacionamentos e o amor próprio. Qual é o limite?

Será que a mulher ainda hoje aceita tudo em um relacionamento? Ou foi para outro extremos e não aceita praticamente nada que a desagrade? Mulheres, relacionamento e amor próprio foi o tema do Faz Sentido do último domingo, com a jornalista Fabiana Sparremberger e a psicóloga Suséli Santos.

Independentes

Para iniciar o bate-papo, a jornalista leu um trecho, da crônica “Mulheres faca na bota”, do escritor Fabrício Carpinejar, que descreve a mulher do século 21: autônoma, independente financeiramente e emocionalmente.– É importante valorizar cada progresso social e celebrar cada conquista.

Conforme Suséli, a crônica define bem as mulheres atuais, que estão em busca daquilo que as fazem sentirem-se melhor tanto na vida amorosa quanto no aspecto social e financeiro.– A partir dos anos de 1960, com os avanços dos direitos femininos, percebemos que a própria sociedade vem criando espaços, onde as mulheres conseguem ser autênticas do jeito que quiserem, sem os padrões impostos antigamente – comenta a psicóloga.

Mas, afinal, quem mais ingressa antes em um novo relacionamentos? Essa foi uma das questões abordadas pelo Diário na enquete do programa, veiculada nas redes sociais.– Mas, afinal, porque geralmente é o homem que toma essa iniciativa? – questiona Fabiana.

De acordo com a psicóloga, a mulher costuma dar um tempo para assimilar a situação, avaliar o que aconteceu e o que precisa ser mudado antes de começar um próximo relacionamento. Ela acrescenta que o homem, na maioria das vezes, tenta fugir das emoções que a separação causou.

Segunda ela, muitos homens não conseguem lidar com a lacuna e tentam reprimir essas emoções criando vínculos com outra pessoa.

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Relações

Fabiana lembra que é natural para todos a tentativa de fugir dos sentimentos que a separação causa.– Por todos esses fatores, a mulher acaba exigindo mais de cada relação. “O que eu posso melhorar? “Quais características eu preciso observar em mim e no meu companheiro?” Ou que tipo de relação eu quero e preciso?” – ressalta a jornalista.

Fazer a autoanálise é fundamental nesses processos. Além disso, nas relações ninguém deve dispensar o diálogo. É só assim que se pode conhecer o que cada um quer ou precisa.– Se não tiver amor nos relacionamentos, nada vai segurar o parceiro ou a parceira. O amor suporta as lacunas e preenche as necessidades de ambos – complementa Fabiana.

(In)Dependência

A mulheres têm cada vez mais autonomia e independência financeira, mas os homens também mudaram e passaram ver isso como algo bom para os dois.– Autonomia emocional e independência financeira são termos diferentes. Há mulheres que precisam sempre da opinião do parceiro. Isso é ser dependente emocional. Elas ainda seguem os padrões sociais impostos e nem percebem isso – destaca Fabiana.

Conforme Suséli, é importante o autoconhecimento para evitar essas situações de dependência.– É preciso fazer essa avaliação tanto por ela quanto pelo parceiro. Ser vulnerável emocionalmente é prejudicial. É necessário valorizar-se para ter amor próprio.

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